Bom, nos últimos anos o Brasil assistiu a um crescimento da economia frente ao que vinha ocorrendo na instável década de noventa, que praticamente se iniciou com a abertura da industria, passando pelo impeachment de um presidente, estabilização da moeda nacional e fechando com uma forte desvalorização da moeda.
Enfim, o que vimos no decorrer dos últimos anos foi o crescimento da população "jovem trabalhadora" fornecendo mão de obra e gerando riquezas para o nosso país. Entretanto, nem sempre a geração de riqueza se faz de forma saudável. Vejamos o exemplo dos frigoríficos, que, nos últimos anos, tiveram um crescimento espetacular e mantiveram competitividade invejável no mercado internacional. Parte desse crescimento se deu através da incorporação de pequenos e médios frigoríficos. Na criação de gado, vimos também também o crescimento no número de grandes grupos de latifúndios produtivos, que também foi consagrado pela incorporação de pequenas e médias fazendas. No fim ficamos com um grupo seleto e certamente bastante competente de grandes frigoríficos.
Então veio a crise financeira. As exportações diminuíram. As previsões de contratos foram revisadas e, assim como a hipoteca americana, a carne brasileira também desvalorizou. A consequência é que um ou outro frigorífico (não me lembro o nome de qual ou quais) acabou fechando as portas. Claro, não é legal amargar no prejuízo e também é muito complexo operar em uma situação desta de mercado, as vezes até irresponsável pois pode levar a empresa a ter grande endividamento e, com isso, o malabarismo de presidentes e diretores tentando tampar o sol com a peneira.
E Se.....
E se não tivéssemos esses grandes grupos de frigoríficos? E se tivéssemos ainda nossos pequenos e médios empreendedores? Será que todos estavam fechados? Ou reduziriam as margens e forçariam um maior abastecimento do mercado interno com preços menores.
A impressão que dá é que é melhor manter o gado no pasto à vende-lo barato. É claro que existe todo um custo para manter esse gado, e vender mais barato nem sempre é possível. Mas vendo bem por alto as noticias, o estado mais afetado, com dezenas de milhares de demissões diretas neste ramo foi o mato grosso, onde o custo da terra é baixo e o custo da mão de obra também é baixo.
Será que não tinha como nem reduzir as operações algo entre 20 e 30% e continuar trabalhando? Acho que tem investidor com muitos interesses duvidosos, muitos conflitos e poucos responsáveis de fato pela operação nesses grandes grupos. Não sei não viu....
Cada vez acredito mais que a concentração de riqueza e poder na mão de poucos não é um caminho interessante para o crescimento sustentável.
domingo, 17 de maio de 2009
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